Recentemente conheci a história dessa incrível família que decidiu adotar uma criança muito especial. Letícia possui hidranencefalia e foi entregue para adoção assim que nasceu. Quando a viram, Ana Paula e Ederson se apaixonaram pela menina e sentiram que ela era a filha que já amavam e tanto ansiavam por cuidar e proteger. Eles decidiram se tornar especiais para atender todas as suas necessidades e fazê-la feliz. Letícia tem contrariado todos os prognósticos de que seria incompatível com a vida e vegetativa, respondendo ao amor, às brincadeiras e a todo o carinho que tem recebido de seus pais. Um exemplo de amor, coragem e de que é possível ser feliz mesmo fugindo dos padrões que do que é considerado a “normalidade” ou “perfeição” para a maior parte da sociedade. Uma história que vale a pena conhecer!
Se você deseja compartilhar sua história de vida e amor incondicional, escreva um e-mail para joanaschmitz@yahoo.com.br
segunda-feira, 30 de abril de 2012
quinta-feira, 12 de abril de 2012
A história de Faith Hope, uma criança com anencefalia
Humanidade, maternidade, amor, palavras que cabem dentro do diagnóstico de anencefalia .
Preciosas memórias da minha menina, Faith Hope (Fé Esperança em inglês)
Faith foi diagnosticada com anencefalia, quando eu tinha 19 semanas de gravidez. Esta condição é considerada "incompatível com a vida." Os médicos disseram que ela iria morrer em poucos segundos ou minutos após o nascimento, mas ela nasceu viva. Eles disseram que ela nunca iria ver, ouvir, sentir, ou atingir a consciência. Durante cinco meses, esperei e rezei. Em 19 de fevereiro, um milagre nasceu! Faith viveu por 3 meses e 4 dias, e quebrou todas as regras. Minha filha é uma prova de que todas as coisas são possíveis para Deus.
Faith foi diagnosticada com anencefalia, quando eu tinha 19 semanas de gravidez. Esta condição é considerada "incompatível com a vida." Os médicos disseram que ela iria morrer em poucos segundos ou minutos após o nascimento, mas ela nasceu viva. Eles disseram que ela nunca iria ver, ouvir, sentir, ou atingir a consciência. Durante cinco meses, esperei e rezei. Em 19 de fevereiro, um milagre nasceu! Faith viveu por 3 meses e 4 dias, e quebrou todas as regras. Minha filha é uma prova de que todas as coisas são possíveis para Deus.
Myah Walker, mãe de Faith Hope, diagnosticada com anencefalia durante o pré-natal, nascida no Canadá em 2009.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Orações pela cirurgia do Fábio Gabriel
Aquele que habita no abrigo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-poderoso pode dizer ao Senhor: Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio. Ele o cobrirá com as suas penas, e sob as suas asas você encontrará refúgio; a fidelidade dele será o seu escudo protetor. Salmos 91:1-2, 4
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Queridos amigos,
Por favor, peço que estejam em oração pelo nosso querido amiguinho Fábio Gabriel que fará amanhã a cirurgia para fechamento do crânio (semelhante a cirurgia que a Vitória fez quando tinha 4 meses).
Ele recebeu o diagnóstico de anencefalia ao nascer, mas tem contrariado a previsão médica de que seria incompatível com a vida e já está com quase 10 meses de idade, trazendo muita alegria para seus pais.
A Fernanda e o Fábio esperaram todo esse tempo para decidir pela cirurgia pois sempre tiveram muito receio de como Fabinho reagiria ao procedimento. Agora finalmente optaram por operá-lo, em busca de lhe oferecer mais qualidade de vida e proteção contra as infecções recorrentes. Eles estão muito apreensivos, naturalmente.
Vamos orar, no nome de Jesus, que o Espírito Santo lhes dê muitas forças e paz durante o dia de amanhã, que esteja presente na sala de cirurgia conduzindo os médicos e abençoando a recuperação do Fabinho. Que eles possam levá-lo para a casa novamente, recuperado da cirurgia, e viver ainda muitos momentos lindos, passeando bastante e proporcionando a ele muito amor, cuidado e alegria.
A cirurgia será feita em Belo Horizonte, Minas Gerais.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Luana e sua família: um convite ao amor incondicional
Já faz algum tempo que não passo por aqui para postar mais histórias inspiradoras, não por que faltem exemplos, mas porque tem me faltado tempo mesmo, após nossa preciosa Vitória ter sofrido com duas internações sérias causadas por infecção urinária.
Mas mesmo em tempos difíceis, e especialmente em meio aos desafios, é que precisamos de exemplos que nos inspirem e nos encoragem.
Por isso hoje vou compartilhar essa excelente reportagem, de autoria de Amanda Miranda, sobre uma família que optou pela adoção especial, não de apenas uma criança, mas de quatro lindas princesas, e têm sido muito felizes em meio aos desafios e alegrias dessa experiência ímpar. Para os que acham que é impossível, que não vale a pena, o exemplo de Carla é um convite a uma mudança de valores e paradigmas. Um convite ao amor incondicional.
Histórias de superação: Luana e sua família especial
Segunda reportagem da série fala sobre famílias de crianças que precisam de cuidados especiais em Joinville
Amanda Miranda | amanda.miranda@an.com.br
Luana tem síndrome de Down e é uma das filhas de Carla Penteado - Jessé Giotti
A mesa de fórmica no centro da cozinha da casa da avó é um objeto que persegue as lembranças de Carla. O móvel não existe mais, mas aquelas seis cadeiras que cercavam o retângulo compuseram durante muito tempo o ideal que ela tem de família.
Nos sonhos de menina, cada um teria um assento reservado. O papai, a mamãe e as quatro filhas. Ela só não contava que não estaria em uma família padrão. E que os personagens - Marcelo, Marcela, Luana, Nadine e Rafaela - seriam, hoje, os protagonistas do seu conto de fadas.
Carla mora em um castelo, como ela mesma gosta de definir. Tem quatro princesas, suas filhas adotivas. Nadine, 18 anos, fruto de uma adoção tardia. Marcela, 8 anos, autista. Luana, 3 anos, portadora da síndrome de Down. Rafaela, 5 meses, vítima de hidrocefalia. Também tem um rei, "o melhor rei do mundo": Marcelo, parceiro de uma vida.
Ela só não tem uma história de vida convencional. Desafia as barreiras do preconceito nas escolhas que faz. Foge das regras e padrões de normalidade. Enfrenta quem precisar para que não risquem a sua história. Embrenha-se em batalhas que consomem horas do seu dia, anos de sua existência.
— É diferente, não é nada comum, mas é a melhor família do mundo —, diz.
Nos sonhos de menina, cada um teria um assento reservado. O papai, a mamãe e as quatro filhas. Ela só não contava que não estaria em uma família padrão. E que os personagens - Marcelo, Marcela, Luana, Nadine e Rafaela - seriam, hoje, os protagonistas do seu conto de fadas.
Carla mora em um castelo, como ela mesma gosta de definir. Tem quatro princesas, suas filhas adotivas. Nadine, 18 anos, fruto de uma adoção tardia. Marcela, 8 anos, autista. Luana, 3 anos, portadora da síndrome de Down. Rafaela, 5 meses, vítima de hidrocefalia. Também tem um rei, "o melhor rei do mundo": Marcelo, parceiro de uma vida.
Ela só não tem uma história de vida convencional. Desafia as barreiras do preconceito nas escolhas que faz. Foge das regras e padrões de normalidade. Enfrenta quem precisar para que não risquem a sua história. Embrenha-se em batalhas que consomem horas do seu dia, anos de sua existência.
— É diferente, não é nada comum, mas é a melhor família do mundo —, diz.
A infância dela também não foi comum. Quando criança, Carla conviveu com Taís, uma menina cega, amiga da escola e aliada nas brincadeiras. O colégio privilegiava o modelo de educação inclusiva e isso fez toda a diferença na forma como ela desenhou a sua compreensão de mundo.
— Depois que mudei de escola, tive uma dificuldade imensa em entender por que as crianças viam tantas diferenças umas nas outras. Eu não consegui me adaptar àquilo. Para mim, todo mundo era igual —, lembra.
Já na adolescência, estudando apenas entre "iguais", entre pessoas aparentemente perfeitas, ela custou a se adequar. Quando completou 16 anos, entrou no voluntariado como um forma de voltar à época em que não enxergava diferenças. Depois, formou-se física e foi trabalhar na bolsa de valores, com um ritmo de vida alucinante, sem tempo para pensar na maternidade.
Na época, o que lhe preenchia o tempo era o trabalho com crianças com câncer e com menores em situação de risco. Depois de um período intenso e combativo, teve de abandonar os projetos em São Paulo, onde morava desde então.
Só não contava que essa mudança repentina iria ser o ponto crucial da sua vida. Em uma passagem relâmpago por Aracaju (SE), para visitar a família do namorado, ela decidiu ficar. O motivo foi uma paixão à primeira vista. Não uma paixão comum. Era um amor de mãe.
O PRIMEIRO CHORO DE MARCELA
— Depois que mudei de escola, tive uma dificuldade imensa em entender por que as crianças viam tantas diferenças umas nas outras. Eu não consegui me adaptar àquilo. Para mim, todo mundo era igual —, lembra.
Já na adolescência, estudando apenas entre "iguais", entre pessoas aparentemente perfeitas, ela custou a se adequar. Quando completou 16 anos, entrou no voluntariado como um forma de voltar à época em que não enxergava diferenças. Depois, formou-se física e foi trabalhar na bolsa de valores, com um ritmo de vida alucinante, sem tempo para pensar na maternidade.
Na época, o que lhe preenchia o tempo era o trabalho com crianças com câncer e com menores em situação de risco. Depois de um período intenso e combativo, teve de abandonar os projetos em São Paulo, onde morava desde então.
Só não contava que essa mudança repentina iria ser o ponto crucial da sua vida. Em uma passagem relâmpago por Aracaju (SE), para visitar a família do namorado, ela decidiu ficar. O motivo foi uma paixão à primeira vista. Não uma paixão comum. Era um amor de mãe.
O PRIMEIRO CHORO DE MARCELA
Ela não era uma boneca para não chorar. Tinha olhos, bocas e ouvidos perfeitos. Tinha uma fisionomia tranquila, pacata. Carla estranhou os comentários das funcionárias do abrigo sobre o comportamento estranho daquele bebê.
— Essa daí nem adianta pegar, pois não sente nada —, disse a mulher.
— Quem não sente é boneca —, disse Carla, baixinho.
Carla aninhou Marcela em seus braços e a embalou cantando "Carinhoso", de Pixinguinha. Devolveu a menina para o bercinho, apenas mais um dentre tantos outros que guardavam histórias de crianças abandonadas, em situação de abrigo. Imediatamente o bebê chorou. Aquela menina não era uma boneca. Era gente de verdade.
— O abrigo veio abaixo. Todo mundo queria ver ela chorando. Ninguém acreditava —, recorda.
Foi uma identificação imediata entre mãe e filha. Ou entre almas gêmeas. Marcela tinha menos de dois meses de vida e um diagnóstico de paralisia cerebral. Carla tinha certeza de que não queria ser mãe naquele momento. Mas certezas existem para serem destruídas.
— Naquele dia eu não dormi. Acordei com o olho inchado. Acordei e comecei a lutar por ela.
A batalha de Carla e de Marcelo pela adoção da menina durou cinco meses. O diagnóstico de autismo severo veio pouco tempo depois, junto com uma receita médica e uma frase dolorosa.
— Mãe, se prepare porque em breve vocês terão que se separar.
O doutor se referia ao tratamento da doença, que previa o isolamento e o convívio com pessoas que enfrentavam o mesmo problema.
— Eu não acredito em remédio, nem no isolamento. Vou fazer diferente —, respondeu.
A partir daí, sites e grupos virtuais passaram a ser os grande aliados. Carla aprendeu tudo sobre autismo. Entendeu detalhes da doença e começou a lutar contra eles. A principal arma tinha três letras: ABA, sigla em inglês para o termo análise aplicada de comportamento, o caminho que escolheu para ver a filha crescer.
— A Aba trabalha com o impossível, que é a possibilidade de ver a criança autista falando. Na época, o tratamento passava dos R$ 3 mil. Estava acima do que eu poderia gastar. Por isso decidi aprender.
Uma criança que segue o tratamento previsto pelo ABA é estimulada a ser independente tanto na comunicação, quanto em atividades corriqueiras, como a higiene pessoal. Junto com a cartilha que ajudou a traduzir, Carla investiu em sessões de fisioterapia e fonoaudiologia para a filha.
Aos cinco anos ela falou pela primeira vez. Hoje, está na segunda série. Não sabe ler, mas acompanha como pode o ritmo dos colegas. Frequentou dezesseis escolas diferentes, a maioria delas despreparadas para o autismo. Na última, acertou.
Mesmo com os avanços, frutos do empenho e do amor da família, Carla sabe que Marcela será dependente dela para sempre. Além do autismo, tem paralisia cerebral. A mãe às vezes se sente cansada de tanto trabalho, mas não pensa em parar. Está preparada para destinar toda a sua vida a uma causa, a um grande amor.
— Quando a adoção estava prestes a sair, eu sempre dizia que ia até o fim do mundo pela Marcela. E eu ainda vou. Sempre irei.
SEJA BEM-VINDA, LUANA
Carla sabia que a família ainda não estava completa quando viu uma luz despontar no centro do berçário de um abrigo de menores. Lá estava Luana. Ainda era pequenina e frágil. Tinha síndrome de Down e um histórico de sucessivas pneumonias. O reconhecimento também foi imediato. Aquela menina nascera para ser a sua filha.
— Ela parecia uma estrela, brilhando no meio dos outros berços. Era o que eu precisava para pedir a guarda"
A luta por Luana foi incansável. Ela viu a menina definhar porque a burocracia não permitia que elas fossem uma da outra. Na terceira pneumonia seguida, o juiz finalmente liberou a guarda. Luana nunca mais adoeceu. Hoje está com três anos, prestes a dar os primeiros passos, que Carla não quer apressar.
— Ela fica em pé, mas tem medo de andar. Eu sei que preciso respeitar.
Como a irmã, ela também passou por sessões de fisioterapia e fonoaudiologia. Ano que vem vai entrar na escola. Carla encara a síndrome com certa tranquilidade e pensa num futuro sem limitações para a sua estrela. Imagina a sua independência. Vibra com a energia e as brincadeiras que ela inventa. Não teme, apenas espera.
— Perto do problema da Marcela, sei que o dela é mais fácil de administrar. Ela não vai mais depender de mim.
RAFAELA, O BEBÊ DE CASA
Quando chegou em Joinville, há cerca de quatro meses, Carla sabia que a família ainda não estava completa. Nadine, 18 anos, havia se unido à família alguns meses antes, a partir de um processo de adoção tardia, mas faltava alguém.
Foi no Fórum levar a documentação para adotar a quarta menina e imediatamente descobriu a história de Rafaela, um bebê com hidrocefalia. Outro amor à primeira vista.
— Todo mundo me dizia: vá na maternidade que tem um bebê esperando por você. E eu fui.
Rafa é a caçula da casa. Tem apenas cinco meses e passou os últimos dias no hospital, entre a UTI e o quarto. Carla e familiares se revezaram nos cuidados, mas o problema foi grave. Acharam que havia chances de perdê-la.
— Foi uma válvula do cérebro. Estamos morrendo de saudade dela —, conta, apontando o carrinho vazio.
Ainda não se tem certeza sobre o quadro clínico da menina. Por enquanto, há apenas uma certeza: a surdez total. Não há como prever se ela terá dificuldades cognitivas ou sensoriais.
— Tem coisas que a gente não consegue prever no tempo certo. Mas eu também não saberia o que o futuro reservaria para ela se ela tivesse nascido sem problemas. Faz parte da vida da mãe esperar.
E O FIM DO CONTO DE FADAS?
A rainha da família fez escolhas racionais para construir o seu castelo. Foi a emoção quem fez o seu coração bater mais forte por Marcela, Luana e Rafaela. Mas foi a razão que lhe fez procurar crianças especiais para preencher os assentos da mesa da cozinha.
— Uma criança normal seria criada para ser a cuidadora da criança especial. E não era isso que eu procurava.
Carla nunca se vitimou. Escolheu o caminho que quis e teve todo o apoio de que precisava para vencer suas batalhas. O marido, as irmãs, os avós, os empregados e os médicos que estiveram ao seu redor. Talvez por isso ela não canse de sorrir, mesmo quando diz coisas que poderiam parecer trágicas se não guardassem tanta esperança.
Hoje, além de administrar esse castelo, Carla se dedica a comunidades virtuais de adoção de crianças especiais. Sabe que, como ela, muitos têm coragem. Já conseguiu mediar mais de cinquenta casos, só com o seu exemplo.
— Quando alguém me diz que quer, é porque consegue mesmo —, garante.
Ela não é modelo, mas foi capa de revistas e viu sua história na TV. Tem aquela paz digna de rainha e um rosto que não cansa de brilhar. Se ela se acha especial? Nem tanto. Mas tem quem ache. Por isso sua história já tem um fim definido: um final feliz, digno de contos de fadas.
AN.COM.BR
A Notícia (jornal de Joinville)
sábado, 22 de outubro de 2011
História de Nick Vujicic
Assistir a esse vídeo é sempre uma grande fonte de inspiração para mim. Trata-se da história de um homem que nasceu com uma grave deficiência física, sem braços ou pernas. Até mesmo para seus pais foi extremamente difícil lidar com sua deficiência nos primeiros meses de vida, uma vez que pareciam ter recebido menos de Deus com um filho tão diferente. Nick relata sua trajetória desde a infância, como momentos em que chegou a ficar depressivo e até pensar em suicídio. Mas é surpreendente o seu relato de como passou por um processo de aceitação e compreensão de que havia um propósito muito especial para ele estar vivo e que, mesmo não recebendo uma cura milagrosa de Deus para sua deficiência, ainda assim ele poderia ser uma pessoa extremamente feliz e realizada, e ainda ajudar outras pessoas nesse processo de busca da felicidade. Ele relata sua fé em Cristo e a forma como o seu relacionamente com Deus foi fundamental em sua caminhada. É uma relato emocionante e transformador!
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Carol, uma criança amada
2
Hoje, dia 12 de outubro, comemoramos o dia das crianças no Brasil.
Pensar nesta data hoje, após a chegada da Vitória em nossas vidas, me traz todo um novo significado. Penso no quanto todas as crianças necessitam receber amor, respeito e dignidade. Penso no quanto a vida de cada criança é especial e única, um bem precioso que precisa ser tratado com muito, muito amor e cuidado, especialmente quando possuem uma necessidade especial.
Lembro de tantas famílias que já conheci durante nossa caminhada, e de quantas crianças também especiais, como minha Vitória, eu aprendi a amar como se fossem de minha família.
Gostaria de homenagear todas as famílias que receberam bebês especiais em suas vidas; a todos os pais e mâes que decidiram amar seus filhos com um diagnóstico incompatível com a vida. Àqueles que estão na mesma luta que nós, buscando a felicidade de suas crianças especiais e àqueles que agora têm seus preciosos anjinhos no céu, e guardam como o tesouro mais precioso a alegria e a saudade que essas crianças deixaram.
Compartilho também esse lindo vídeo da pequena Ana Carolina, que recebi de sua mãe Maria. Carol é uma preciosa menina que nasceu com holoprosencefalia alobar, (uma malformação cerebral considerada incompatível com a vida fora do útero, que afeta a divisão do cérebro e frequentemente também traz a alteração facial do lábio leporino). Esse vídeo foi apresentado durante o seu aniversário de um ano. Ela faleceu alguns dias após seu aniversário e deixou eternas saudades em seus pais e todos que a amaram.
É um vídeo com jeito de criança para homenagear uma criança pura, amada e preciosa.
Agradeço à Maria por permitir mostrar o vídeo de sua princesinha e desejo muita força e paz para ela e sua família.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Nossa amiguinha Lorena
Esse pequeno anjinho sorridente no meu colo é a querida Lorena. Não sei se todos se lembram, ela é uma amiguinha da Vitória, apenas três meses mais nova que ela. Conhecemos sua mamãe Angela e sua família quando a Lorena e a Vitória estavam ainda na UTI (a Vitória no São Luiz e a Lorena no Santa Joana, ambas maternidades aqui de São Paulo). As duas foram consideradas incompatíveis com a vida ainda na gestação, e assim que nasceram os médicos disseram que elas não teriam condições de viver por muito tempo (vivieriam somente alguns dias). A Lorena nasceu com holoprosencefalia alobar. Desde o início, percebemos que estávamos vivendo histórias muito parecidas, tanto em relação aos desafios de termos tido bebês especiais, quanto nas alegrias de vermos nossas filhas superando expectativas e vivendo momentos únicos e inimagináveis.
Neste último sábado, fizemos mais uma visita à nossa querida amiguinha! Passamos uma tarde bem agradável com ela, com sua irmã Laura e seus pais Ângela e Gazo.
Nossas meninas já estão grandinhas, não são mais bebezinhos e tentamos fazer uma aproximação entre elas. A Vitória estava um pouco agitada nesse dia, com muita coceira nas gengivas e muito calor (acho até que ela teve um pouco de febre e tive que pedir umas gotinhas do alivium da Lorena emprestadas para dar para ela). A Lorena também estava meio incomodada. A Angela disse que ela anda muito chorona, querendo só ficar no colo e com dificuldade para dormir. Como ela ainda não tem nenhum dentinho, comentei com ela que tudo isso pode ser o primeiro dente tentando nascer, pois a Vitória também ficou assim com seu primeiro dentinho e como todos os outros.
Mesmo assim colocamos elas lado a lado no sofá para ver o que aconteceria
A Vitória tinha ido o caminho todo para a casa deles, em Carapicuíba, dormindo no carro, então quando a coloquei no sofá ela queria continuar dormindo. Mas a Lorena logo encostou sua cabeça no ombro da amiguinha e começou a sorrir. A coisa mais fofa!
Ficamos observando, de início a Vitória não deu muita bola..
Mas depois começou a reclamar que a Lorena estava encostada nela, tentando tirar o ombro. Demos muitas gargalhadas.
Mas aí, a Lorena começou a chorar!
Cada um tentou ajudar de um jeito, a gente conversando com a Vitória para ela se entender com a amiguinha...
e a Angela explicando para a Lorena que era para ela encostar a cabeça no sofá e não na Vitória.
A Lorena ficou com um bicão e até soltou umas lagriminhas...
Depois cada uma foi para o colo do seu papai e tentamos uma nova aproximação não tão próxima...
Depois assistimos a fisioterapia da Lorena. Ela já tem a coluna bem firme e consegue ficar sentadinha. Vejam que linda sorrindo para a gente durante a fisioterapia.
Também tomamos um café delicioso que a Ângela e a Laura prepararam para nós. Foi muito gostoso passar esse dia com essa família tão especial. Pena que as gatinhas estavam um pouco temperamentais hehe.
Como elas não vão à escolinha e não têm irmãos com idades próximas, elas não estão muito familiarizadas com outras crianças pequenas, e devido à deficiência neurológica elas também têm uma dificuldade maior de interação. Percebemos o quanto são importantes esses momentos de contato e amizade, tanto para nós, famílias com crianças tão especiais, quanto para elas.
Também conversamos bastante sobre as terapias, as alegrias e dificuldades e vitórias que vivemos. A Lorena usa gastro para se alimentar, e a Angela comentou que consegue no posto de saúde de Barueri todas as medicações que a Lorena precisa (desde anticonvulsivo até rinossoro) e também todos os utensílios para alimentação pela gastro - equipo, sondas, seringas e leite especial sem lactose. Ela também têm direito à home care pelo convênio, e duas vezes ao dia a fisioterapeuta vai até a casa dela para fazer a terapia (estimulação motora e fisio respiratória) e também recebe a visita da fono vai uma vez ao dia para estimulação. Isso é uma grande bênção, pois a Angela trabalha fora e a mãe dela que vai todo dia de manhã à casa dela para ficar com a Lorena (a mãe da Angela conseguiu se aposentar exatamente quando a Lorena foi para casa).
Agradecemos muito à Angela e ao Gazo por terem nos recebido com tanto carinho, e à querida Laura , de sete anos, que ajudou a servir o café e também a brincar com as meninas. Agradecemos também a Deus pela vida da Vitoria e da Lorena, e por estes amigos tão queridos.
Já dedicamos algumas postagens aqui no blog para a Lorena, pedindo orações para ela quando ainda estava na UTI, depois quando sua família veio nos visitar, e quando fomos visitá-los em dezembro do ano passado.
visita à família da Lorena no ano passado
Depois disso ainda nos encontramos outras vezes, na festinha em que comemoramos o primeiro ano de vida da Lorena (em 27 de abril) e depois no aniversário da sua irmã Laura (em 2 de julho), mas acabei não contando sobre isso aqui no blog.
Vitória e Lorena no aniversário da Laura
O aniversário da Lorena foi emocionante, especialmente quando passaram o vídeo com toda a sua hístória. Mas o aniversário da Laura também me comoveu muito, especialmente em ver que a Angela havia preparado uma festinha linda e especial do mesmo jeito que havia feito para a festa de um ano da Lorena. Eles fizeram inclusive um vídeo com uma retrospectiva da Laura desde bebê, e antes de passar o vídeo, ela pediu que todos batessem palmas para a Laura. Então explicou que precisava parabenizar a filha por que ela havia enfrentado junto com eles todos os desafios da gestação da Lorena e da sua longa internação de seis meses na UTI. Ela elogiou a Laura por sempre ter ajudado eles, por tantas vezes que precisava ficar com a avó depois da aula e nos finais de semana porque eles estavam com a Lorena na UTI, por ter sido uma irmã e uma filha tão dedicada e compreensiva. Achei emocionante! Um bom exemplo para pais que estejam enfrentando desafios com um filho no hospital, e que não conseguem dar tanta atenção para os outros filhos que estão em casa, de buscar expressar amor e alegria pela vida de cada um deles.
Quando já estávamos indo embora, lembramos que tínhamos combinado de ajudar a Ângela a fazer um blog para a Lorena. O tempo passou tão rápido, tínhamos tanta coisa para conversar e as meninas ainda estavam meio incomodadas, que esquecemos. Mas fica mais um motivo para agora eles nos fazerem uma visita para a gente criar um blog bem bonito para a amiguinha Lorena, contando melhor sua linda história de vida!
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