Se você deseja compartilhar sua história de vida e amor incondicional, escreva um e-mail para joanaschmitz@yahoo.com.br

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Quantos EU TE AMO (4 de 4)



Segue a última parte do vídeo formado por quatro partes (postadas abaixo).
Clique aqui para ir para a primeira postagem desta série.

Quantos EU TE AMO (3 de 4)


Segue a terceira parte do vídeo (formado por quatro partes).
Para ver a quarta parte do vídeo, vá para a postagem acima.

Clique aqui para ir para a primeira postagem desta série.

Quantos EU TE AMO (2 de 4)



Segue a segunda parte do vídeo (formado por quatro partes).
Para ver a terceira parte do vídeo, vá para a postagem acima.

Clique aqui para ir para a primeira postagem desta série.

Quantos EU TE AMO (1 de 4)



Queridos amigos,

Gostaria de compartilhar este excelente vídeo que trata da questão do aborto no Brasil. Entre as várias faces desta questão, são abordadas a tentativa de legalização do aborto da criança diagnosticada com anencefalia na gestação, bem como de outras crianças não deficientes, mas geradas em situação de pobreza.

O vídeo traz depoimentos de especialistas reconhecidos nacionalmente em diversas áreas como a medicina, o direito e a política, incluindo a participação da ex-senadora Heloísa Helena. Traz ainda o depoimento real de duas mulheres que passaram pela experiência de ter um bebê com anencefalia. Uma decidiu abortar aos 5 meses, com base nos conselhos médicos, e outra seguiu até o final e teve seu filho aos 9 meses de gestação. Tratam-se de relatos impressionantes que nos colocam em contato com a realidade dessa situação no contexto brasileiro.

São dados importantes que certamente devem ser pesados e avaliados por todos que se interessam por esta questão tão séria que trata do direito à vida e das leis que desejamos para o nosso país.
O vídeo é formado na maior parte por depoimentos, possui poucas "imagens fortes", mas ainda assim emociona e comove, especialmente a pessoas que tenham tido ou estejam tendo contato com essa realidade. A produção também conta com legengas em inglês e em espanhol.

Para ver a segunda parte do video, vá para a postagem mais recente clicando aqui.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A vitória de Felipe contra o câncer

Recebi esta linda história de vida, amor, e superação vivida pelo menino Felipe Rocha e sua família, que vivem em Maceió, Alagoas. Felipe enfrentou um doloroso tratamento contra câncer, foi desenganado pelos médicos, contrariou expectativas e tem sido inspiração para muitas pessoas em todo o país por sua força, alegria e gratidão mesmo diante de uma doença tão difícil.
Como todos sabem, o càncer é uma doença que acomete incontáveis crianças, muitas infelizmente não reagem ao tratamento como esperado, e fico imensamente feliz em saber de uma história tão surpreendente de cura. Que Deus continue abençoando a vida do Felipe e de sua família e encorajando a muitos com a sua história de vida.
Agradecemos a leitora Fernanda Villasboas do blog Pote de Palavras que nos enviou o texto e as fotos. A mãe do Felipe autorizou a Fernanda a escrever sua história, e ela gentilmente escreveu e compilou as fotos para o nosso blog.




O garoto lindo da foto acima é o Felipe, de 12 anos, que mora em Maceió, Alagoas.

Ele tinha concluído o tratamento de um tumor cerebral, um tumor de células germinativas na região das glândulas pineal/hipófise. Passou por situações bastante complicadas pois, em razão de erro do primeiro médico que "tentou" operá-lo, foram necessárias outras cirurgias subsequentes, chegando ao número de 8 num período inferior a 1 ano. A família do Felipe então buscou ajuda em Recife, Pernambuco.

As maravilhas que Deus operou na vida do Felipe foram imensas, pois ele ficou 3 meses na UTI em coma e foi desenganado pelos médicos, mas o médico dos médicos o reergueu, mostrando que nada é impossível para Deus. Quando voltou não enxergava, falava ou andava, mas Deus foi restaurando essas funções. Estava ainda se recuperando de um tratamento pesado contra o câncer cerebral em uma região que não fora possível a remoção cirúrgica (foram várias tentativas) e as alternativas foram então a radioterapia e a quimioterapia. Os exames até então mostravam que ele estava curado, só que o tumor voltou maior e de forma mais agressiva.

Seu tratamento até então fora realizado pelo SUS, no IMIP em Recife, Pernambuco, um Centro de Referência para Tratamento do Câncer, só que infelizmente, segundo os médicos que o acompanhavam, todas as possibilidades haviam se esgotado, e não havia mais o que ser feito, além de estratégias paliativas.

A família, inconformada com tal prognóstico, saiu em busca de alguma saída.

Bateu em várias portas, inclusive no Hospital A C Camargo e também no Hospital do Câncer de Barretos, mas ambos recusaram o caso, pois o protocolo seria similar ao que fora seguido em Recife.

A mãe do Felipe conseguiu então uma consulta no GOP (Grupo de Oncologia Pediátrica), em São Paulo e lá os médicos mostraram-se dispostos a ajudar. Foram então encaminhados ao neurocirurgião pediátrico, Dr. Sérgio Cavalheiro para que analisasse o caso e qual não foi a surpresa e felicidade da família quando o Dr. Sérgio disse que, conforme as imagens, era possível sim acessar o tumor cirurgicamente! O Felipe chegou a São Paulo no dia 08 de dezembro de 2009 e após avaliação com os médicos do GOP (Grupo de Oncologia Pediátrica) e tendo em vista seu estado debilitado, com taxas super baixas, decidiu-se que seria melhor submetê-lo primeiramente a um transplante autólogo para recuperar a sua medula, que estava muito prejudicada e somente depois analisariam a possibilidade da neurocirurgia. O tratamento não foi nada fácil: seu plano de saúde por diversas vezes negou exames, as taxas sanguíneas oscilavam bastante, chegando a quase zerar. Muitas vezes ficou das sete da manhã às 23h esperando para receber plaquetas, fraco e debilitado. A família chegou em São Paulo sem conhecer praticamente nada, mas Deus providenciou amigos que foram verdadeiros anjos e nunca os deixaram sozinhos. O belo de tudo isso é que Felipe nunca perdeu a sua fé: todos os dias agradecia pela sua cura e pedia por todas as crianças portadoras de câncer. Chegava a ralhar com a mãe e a tia quando elas, esgotadas emocionalmente, fraquejavam. 


Relato feito pela tia e pela mãe em 11/11/2010:

O retorno pra casa foi emocionante. Quando segurava na mão de FF, sentia que ele estava tremendo... perguntava o que ele estava sentindo e sua resposta era "Pare de se preocupar!!! Estou bem... tremo de felicidade!" Ele olhava pra tudo encantado e quando era cumprimentado falava "Eu sou um milagre vivo!" Queria conversar com todos... pedíamos pra ele descansar pois seu cansaço era evidente, mas ele se recusava.

Chorou de emoção, pois durante sua ausência uma grande amiga da família teve um filho e convidou FF para ser padrinho da criança. Ele ficou maravilhado, pois FF agora é padrinho.

Ontem 10/11 fomos à igreja agradecer a graça recebida. Convidamos amigos e familiares. Entrando na igreja e sem nada combinado ele disse "quero dar meu testemunho". Com a maior desenvoltura foi pra frente do altar e no microfone pra uma igreja lotada deu seu testemunho. Resumiu a sua luta e disse "Os médicos de Maceió e Recife desistiram de mim e por isso fui para São Paulo, mas graças a Deus, ao meu esforço e o da minha família, hoje estou curado! Eu nunca desisti de mim... sou um milagre e estou aqui... sempre rezei como uma pessoa FIEL, sempre acreditei na minha CURA. Muitas pessoas rezaram por mim". Falou com suas palavras a historia de Davi e Golias (ele o pequeno e cheio da graça de Deus Davi, e o tumor sendo Golias: era mal e só tinha tamanho). Terminou pedindo a todos que estavam na igreja que não orassem só por ele, que orassem por todos pacientes oncológicos. Lembrou dos seus amiguinhos do hospital e pediu também por Arthur e Vitinho (amiguinos em tratamento).
Ele falava sem nenhuma timidez, como se estivesse em casa, totalmente à vontade.
Agora Felipe está em Maceió e vai a São Paulo apenas para exames de controle. Faz um tratamento de reabilitação para reverter as sequelas do tratamento com uma força que dá uma lição de vida em muitos adultos. Ganhou um verdadeiro fã clube Brasil afora, de pessoas que acompanharam a sua luta, que oraram, choraram e principalmente se alegram com ele.


Felipe e sua tia-madrina Jane Selma

Com sua mãe, que também chama-se Jane


setembro de 2009
Sem enxergar, reaprendendo a falar e andar após 3 meses em coma. 2009


Internação para o transplante abril 2010


Dando o seu testemunho de cura em nov/2011
Foto atual junho/2011

Enfim... depois de tanta luta, 3 meses em coma, desenganado duas vezes, um transplante, ciclos de quimio, muita dor, dias na UTI, chegou o grande dia: após vários exames o nosso garotinho foi considerado livre do câncer e liberado para voltar para a sua casa, para o seu quartinho, depois de quase um ano em São Paulo.

domingo, 3 de julho de 2011

O Senhor é o meu pastor...

"Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus?
Minhas lágrimas têm sido o meu alimento de dia e de noite, pois me perguntam o tempo todo: "Onde está o seu Deus? " Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus. Abismo chama abismo ao rugir das tuas cachoeiras; todas as tuas ondas e vagalhões se abateram sobre mim. Conceda-me o Senhor o seu fiel amor de dia; de noite esteja comigo a sua canção. É a minha oração ao Deus que me dá vida. Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus.
Salmo 42

Esta semana tivemos uma notícia que encheu nossos corações de uma profunda tristeza. Minha querida amiga Cida, madrasta do Marcelo (que muito tem me ajudado para ir com a Vitória à fisioterapia), me ligou em lágrimas na quinta-feira para contar que seu amado sobrinho, Júlio César, de três anos de idade, havia falecido inesperadamente. Pela manhã foi encontrado já sem vida por sua avó. Parecia estar apenas dormindo. Ninguém sabia o que havia acontecido. Horas mais tarde, foi constatado que o Julinho engasgou silenciosamente durante a noite. Algo que ninguém pode explicar ou entender. Ele era um menino lindo, esperto e saudável.

O Julinho chegou inesperadamente na vida de sua mamãe, Juliana. Ela enfrentou inúmeros desafios, fez grandes sacrifícios para recebê-lo com todo o amor, zelo e carinho. Toda sua família se uniu para apoiá-la e acolher este bebê com o máximo de amor. Ele foi imensamente amado e trouxe muita alegria para todos. Agora, apenas três anos após sua chegada, Deus o levou, também inesperadamente. Que grande dor sua partida repentida trouxe para todos os que o amavam!

Nossa vida aqui na terra é muito breve e passageira, e quando esta passagem se torna inexplicavelmente mais breve do que o esperado, é muito difícil aceitar, entender, ter paz. Acredito que não há palavras humanas que possam trazer alívio para a dor desta perda. Gostaria de ter ido ao seu velório dar um abraço bem forte na Juliana e lhe dizer que sentimos muito. Que conte conosco. Infelizmente não consegui ir até lá.

Somente Jesus pode levar nossos corações a um lugar tranquilo onde seja possível descansar. Dedico à família do Julio essas promessas do salmo 23 que me ajudaram a ter paz e força para prosseguir nos momentos em que a dor e angústia me dominavam. Não há palavras melhores que eu encontre para oferecer-lhes, além de nosso carinho e nossas orações.

1ª Promessa de Provisão:
"O Senhor é o meu pastor; nada me faltará."

2ª Promessa de Descanso:
"O Senhor é o meu pastor... Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma".

3º Promessa de Direção:
"O Senhor é o meu pastor... Guia-me"

4ª Promessa de Santificação:
"O Senhor é o meu pastor... Guia-me pelas veredas da justiça por amor do Seu nome".

5ª Promessa de Coragem:
"O Senhor é o meu pastor... ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum".

6ª Promessa da Presença:
"O Senhor é o meu pastor... Tu estás comigo".

7ª Promessa de Consolo:
"O Senhor é o meu pastor... A tua vara e o Teu cajado me consolam".

8ª Promessa de Honra:
"O Senhor é o meu pastor... Preparas-me uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos. Tu me honras...

9ª Promessa de Unção:
"O Senhor é o meu pastor...Unges a minha cabeça com óleo".

10ª Promessa de Alegria:
"O Senhor é o meu pastor... o meu cálice transborda".

11ª Promessa de Cuidado:
"O Senhor é o meu pastor... Certamente que a bondade e a misericórdia do Senhor me seguirão todos os dias da minha vida".

12ª Promessa do Porvir:
"O Senhor é o meu pastor... E habitarei na casa do Senhor por longos dias".

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Karinne Claire: ela dançou para o céu e deixou pegadas em nossos corações


Gostaria de compartilhar uma história de vida e amor incondicional vivida por uma família de Kansas, nos Estados Unidos. Trata-se do relato de uma mãe, Kara Larshus, sobre a vida de sua filha Karinne Claire, diagnosticada com acrania na 12ª semana de gestação. Kara é professora de artes e criou um blog em homenagem a sua filha Karinne, com a esperança de ajudar outras famííias que enfrentem um desafio semelhante com seu bebê. Mesmo em meio à dor pela perda de sua amada filha, ela decidiu dividir sua história tão cheia de beleza e saudade e ajudar outras pessoas. Ela gentilmente me autorizou a traduzir a história de Karinne para o português. Você pode visitar o blog de Karine em inglês, onde há lindos vídeos e fotos de lembranças guardadas com muito carinho desta pequena menininha dançante que deixou pegadas eternas em muitos corações.
Karinne foi rodeada pelo amor de sua família durante toda sua vida
Como alguém pode contar a história de sua amada filha que foi para o céu ao nascer em apenas alguns parágrafos? Parece impossível. Mas tentarei contar a sua história da forma mais breve e ao mesmo tempo bela possível, para que todos possam conhecê-la.
Meu marido e eu descobrimos em outubro de 2009 que estávamos esperando nosso 4º filho. Na época, nossas crianças mais velhas eram uma menina de 7 anos, DaNae, um menino de 4 anos, Noah, e um menino de 2 anos, Ian. Nós estávamos muito animados e esperançosos de completar nossa família com outra menina. E estávamos sendo ingênuos o bastante para acreditar que nada poderia dar errado com aquele sonho. Nós compartilhamos com nossa família algumas semanas depois que “Mais um completa quatro – chegando em 11 de junho de 2010!” Estávamos tão ansiosos pela chegada do bebê.
Nossa médica recomendou uma ultra-sonografia com 12 semanas, mais cedo do que nós tínhamos feito nas outras gestações. Na noite seguinte, após o exame, nossa médica ligou para dizer que parecia haver líquido no cérebro do bebê e que nós precisávamos fazer outra ultra-sonografia com um especialista em medicina fetal. Ficamos muito assustados durante o resto da semana, até fazer a segunda ultra-som. Foi muito difícil. Mas nós ainda não tínhamos ideia do quão séria era a situação e nem contamos nada para a maior parte da nossa família porque não queríamos preocupá-los até que soubéssemos de alguma coisa certa.
No dia 9 de dezembro, viajamos quatro horas sobre as estradas cobertas de neve para nossa ultra-som com o especialista em Wichita, Kansas. Foi neste dia que nosso mundo em torno desta nova e preciosa vida desabou assim que ouvimos a palavra – Acrania. Ficamos em estado de choque assim que ouvimos as palavras "fatal" e "incompatível com a vida" e assim que eles nos explicaram e nos mostraram que a parte superior do crânio do nosso bebê não tinha se formado corretamente, deixando seu tecido cerebral aberto e exposto ao líquido amniótico. Era uma notícia MUITO PIOR do que nós jamais podíamos ter imaginado. Ficamos arrasados​​!
Assim que eles nos mostraram estes resultados na tela da ultra-som, decidimos perguntar se poderiam dizer o sexo do bebê. Eles nos disseram - "É uma menina”! E nós imediatamente começamos a chorar e soluçar nos braços um do outro. A realidade nos atingiu - íamos ter outra filha pela qual tínhamos orado e com a qual tínhamos sonhado - nossa preciosa Karinne Claire. Mas ela NÃO IA VIVER.



A princípio, era de se esperar que os meses seguintes teriam passado muito lenta e dolorosamente. Mas quando você considera que o restante da gravidez foi o TEMPO DE VIDA da nossa filha - você vai entender que o tempo passou RÁPIDO DEMAIS.médica foi gentil e compassiva ao explicar cuidadosamente nossas opções. Sou MUITO GRATA por este dia em que ela não nos enganou com histórias horríveis nem nos empurrou para o aborto como tantos pais são falsamente direcionados por seus médicos. Como cristãos e como seus pais - que a amavam incondicionalmente e desejavam profundamente segurá-la em nossos braços - nós decidimos sem hesitar em continuar com a gravidez. E esperamos e oramos com todo nosso coração para que fôssemos abençoados tendo momentos preciosos com ela depois que ela nascesse.
Nós contamos aos nossos dois filhos mais velhos, no final do mês de janeiro, sobre o diagnóstico de Karinne. Ficamos com medo de contar a notícia para eles, especialmente porque eles estavam esperando muito por uma irmãzinha. Explicamos com muito cuidado que os ossos na cabeça do bebê não tinham crescido direito e, por isso, o bebê não seria capaz de viver muito tempo após o nascimento. Assim que ouviu a notícia, DaNae afundou a cabeça no colo de Curt e começou a chorar. E Noah fez boas perguntas como "O bebê vai direto para o céu”?

Fomos verdadeiramente abençoados ao entrar em contato com um grupo perinatal chamado Choices Medical Clinic, em Wichita, Kansas. Parte de sua missão é ajudar as famílias que recebem um diagnóstico pré-natal difícil. Eles ofereceram aconselhamento, apoio, alguém para fazer ligações telefônicas difíceis e arranjos, e o melhor de tudo – ultra-sonografias 4D gratuitas, tantas quantas conseguíssemos fazer. Durante a gravidez, conseguimos fazer três dessas ultra-som. Foi maravilhoso poder ver tantos aspectos de Karinne e poder conhecê-la enquanto ainda estava no útero. Começamos a chamar Karinne de nossa menininha dançante depois de ver seu lindos pezinhos que pareciam dançar para um lado e para o outro.


seus pezinhos pareciam dançar na barriga da mamãe
 
seu lindo rostinho no ultrassom 4D

 
suas lindas e delicadas mãozinhas
 
Por volta das 20 semanas, decidimos abrir para a comunidade de nossa pequena cidade, incluindo todos os familiares e as pessoas da igreja sobre o diagnóstico devastador de Karinne. Nossa esperança era de que, mesmo que sua vida fosse muito breve, ela fosse capaz de causar um impacto em muitas vidas. Foi difícil em alguns momentos que todos soubessem do diagnóstico. Mas sentimos o amor derramado por nós e experimentamos um grande conforto ao saber que existiam tantas pessoas orando por nós. Nessa época eu criei uma página para Karinne no site Caring Bridge onde podia postar notícias e fotos, e dar a todos a oportunidade de conhecer Karinne. Os comentários de apoio, orações e encorajamento foram uma bênção enorme para nós durante a gravidez.
Decidimos agendar uma cesariana para o nascimento de Karinne. Sabíamos que o parto normal seria muito traumático para o seu delicado tecido cerebral e que ela provavelmente não sobreviveria. Sabíamos que não havia garantias de qualquer maneira, mas queríamos ter certeza de que tínhamos feito tudo o que podíamos por ela - inclusive lhe dando o nascmento mais fácil possível. Também queríamos que nossos familiares pudessem estar presentes no momento do seu nascimento. E combinamos com um fotógrafo afiliado ao grupo Now I Lay Me Down To Sleep para estar na sala de parto. Planejamos com nossa médica o nascimento de Karinne através da cesariana para 27 de maio, com 38 semanas. Esperamos e oramos para que fôssemos abençoados em levar a gestação até o final.
Tentamos aproveitar ao máximo todo o abençoado tempo que estávamos tendo com Karinne.
Queríamos que nossos filhos mais velhos conhecessem sua irmã mais nova o máximo possível e que tivessem lembranças especiais do seu tempo aqui. Meu aniversário de 32 anos se tornou uma festa dos 5 meses de gravidez de Karinne e Danae desenhou um bebê engatinhando na cobertura de chocolate. Foi muito bonito e emocionante. Fizemos uma viagem especial em família a Wichita para uma das ultra-sonografias. As crianças conseguiram ver Karinne dançando na tela do exame e os meninos levaram um belo chute ouvindo seus batimentos cardíacos. Outras coisas divertidas na viagem foram nadar na piscina do hotel e ir ao Chuck-E-Cheese. Incentivamos as crianças a falar abertamente sobre Karinne e frequentemente eles faziam comentários muito especiais sobre o quanto amavam sua irmãzinha. Eles foram muitas vezes um belo encorajamento para nós e uma lembrança do amor de Deus revelado através de suas palavras.
Karinne foi o mais ativo de todos os meus bebês dentro do útero. Ela se mexia MUITO! Fiquei muito grata em poder senti-la tanto quanto possível, enquanto ela estava comigo. E tentei dvidir ao máximo esses movimentos com Curtis e as crianças.Nas consultas médicas, muitas vezes era um desafio pegar seu batimento cardíaco, porque ela realmente parecia nadar para longe sempre que o doppler chegava perto. E foi por vezes difícil de pegá-la no ultra-som 4D também. Sempre lembrarei com alegria a sensação de seus movimentos, seus chutes, socos e cotoveladas.
Curtis e eu queríamos fazer coisas especiais para a nossa filha. Eu sou professora de artes e uma das minhas especialidades é a tecelagem. Eu decidi logo no início que queria tecer dois cobertores para Karinne - um para ser enterrado com ela e um para nós guardarmos de lembrança. Passei momentos tão maravilhosos e terapêuticos tecendo, enquanto Karinne chutava e se mexia dentro da minha barriga. Inúmeras lágrimas foram derramadas e tecidas junto com aquele pano precioso, quando me sentava no tear ouvindo música e trabalhando com uma infinidade de pensamentos e emoções. Várias dessas canções estão incluídas em uma lista no blog de Karinne. A tecelagem também permitia que as crianças ajudassem em alguma coisa e que tivessem mais lembranças especiais de sua irmãzinha.



Quando os dois cobertores foram terminados, ainda havia tecido suficiente para fazer lindos mini-cobertores para cada uma das crianças, para guardarem em memória de sua irmã.




Curtis é carpinteiro e também decidiu logo que queria projetar e construir um caixão especial para Karinne. Foi um grande trabalho, mas ele ficou TÃO BELO e nós não poderíamos ter imaginado enterrar nossa filha de outra maneira. Uma noite, quando ele estava trabalhando nele, Danae lhe disse que parecia uma caixa do tesouro. Que apropriado! Uma caixa especial para o mais precioso dos tesouros! Daquele ponto em diante, sempre nos referimos ao caixão como a caixa do tesouro de Karinne.





O tempo voou terrivelmente rápido. E, infelizmente, foi reduzido e se tornou ainda menor do que havíamos planejado. Com 33 semanas, comecei a ter sangramento e uma boa quantidade de contrações, e comecei também a ter dilatação. Depois de um fim de semana assustador pensando que Karinne poderia chegar a qualquer momento, decidimos que eu deveria parar de trabalhar e ficar mais tranquila em casa, na esperança de manter Karinne segura dentro de mim pelo maior tempo possível.

Naquele fim-de-semana nosso maravilhoso fotógrafo Brooke, do grupo Now I Lay Me Down to Sleep*, teve a gentileza de vir a nossa casa para tirar fotos da nossa gravidez. Elas ficaram tão lindas! Aqui está apenas uma amostra delas:


Também fomos abençoados em ter um chá-de-oração em nossa igreja. Alguns maravilhosos amigos estavam planejando esse chá para duas semanas mais tarde, mas de repente não tinham certeza se daria tempo. Assim, em cerca de 4 horas eles organizaram tudo, ficou tão lindo, e fomos tão profundamente abençoados com as preces da nossa família cristã, de nossos amigos e com a comida servida em seguida. Aqui estão algumas fotos do chá-de-oração.


Eu amei você com um amor que dura para sempre, eu continuei amando você com amor leal. Jeremias 31:3

Chá-de-oração
25 de abril de 2010




Como resposta àquelas orações – conseguimos ter mais 2 semanas com Karinne sã e salva. Aquilo foi um alerta para o fato de que não estávamos no controle e nos ajudou a preparar nosso coração o melhor que podíamos para dizer adeus. Conseguimos fazer uma última viagem para mais um ultra-som 4D e também encontramos com o cirurgião e fizemos planos para o dia do nascimento de Karinne. Isso também nos ajudou a nos apressarmos para terminar os cobertores e a caixa do tesouro.

No início da manhã de 10 de maio - com 35 1/2  semanas - eu estava acordando a cada hora para ir ao banheiro e percebi que as contrações que vinha tendo não estavam indo embora durante a noite, como de costume. Acordei meu marido, liguei para minha médica (que estava fora da cidade e não conseguiria voltar a tempo) e partimos para o hospital por volta das 5h30 da manhã. Ligamos para nossos pais no caminho para o hospital e deixamos eles de sobreaviso. No hospital, logo descobrimos que eu estava realmente em trabalho de parto, com pelo menos 6 cm de dilatação e com a bolsa saliente. Karinne estava chegando, quer estivéssemos preparados ou não. Sabíamos que ainda queríamos fazer a cesariana para dar a Karinne todas as chances e para nos dar mais tranquilidade. Felizmente o médico que estava planejado  para ser o cirurgião principal estava disponível. Ele disse - "cirurgia às 9h ou 9h30 - suas famílias, amigos e o fotógrafo conseguem chegar até lá?"
Então, fizemos as ligações e conseguimos que todos viessem. Enquanto estávamos tão assustados e tão tristes, uma paz incrível começou a tomar conta de nós, sabendo que aquele era o dia DELA.

Fui preparada para a cirurgia, fizemos algumas orações, compartilhamos alguns abraços e lágrimas com a família e amigos que tinham chegado, e ouvimos os batimentos do coração de Karinne com as crianças uma última vez. Seguramos o máximo de tempo possível – hora de ir para a cirurgia. Senti os doces pontapés de Karinne e as contrações pela última vez antes que a epidural fizesse efeito. Alguém veio e disse-nos que os nossos pais tinham chegado. E não passou muito tempo até que nos disseram que era hora e abaixaram a cortina para que pudéssemos vê-la nascendo.
Logo Karinne foi cuidadosamente retirada do meu útero e entrou para o mundo aqui na terra. Nós vimos e ouvimos como as enfermeiras tentaram fazê-la chorar ou respirar. Vimos suas pernas e braços mexendo, mas poderíamos dizer que não teríamos muito tempo. Eles a trouxeram para nós e ficamos maravilhados em ver como ela era pequenina e especialmente bela. Ela apertou nossos dedos e eu orei para que ela visse o amor em nossas faces enquanto seu coração dava suas últimas batidas por cerca de 10 minutos. Lembro de ter pensado enquanto ela estava deitada em meus braços em um verso da música Venha para Jesus - "Voe pra Jesus - - - Voe para Jesus - - -  Voe para Je-sus -  e VIVA!" e logo em seguida - ela fez exatamente isso – ela "dançou" em paz para encontrar Jesus.




Nós passamos o dia mais bonito, triste, e ainda cheio de paz, maravilhados com a beleza da nossa preciosa filha. Eu sei que a presença do Senhor estava naqueles quartos do hospital, enquanto compartilhávamos Karinne com nossos outros filhos, e então com nossos pais, minhas irmãs e cunhados, com nossos amigos mais próximos, com nossa querida babá, e meus sobrinhos. Brooke e nossa amiga Rhonda tiraram fotos tão incríveis do dia que contam toda a história de forma muito comovente. Nossos filhos foram uma grande bênção para nós ao longo daquele dia, cada um à sua própria maneira especial. E quando chegou o momento, quase 12 horas depois de seu nascimento, de deixar Karinne ir - ainda estávamos cheios de uma paz celestial quando um  homem muito gentil da funerária levou-a em um lindo moisés. À exceção de ter tido mais tempo com Karinne viva e de ter tido minha irmã Krista lá naquele dia, eu não poderia ter pedido um dia mais especial e adorável para passar com Karinne no dia do seu nascimento.



Nossa preciosa Karinne Claire dançou, chutou e balançou no seu caminho ao longo de 35 ½ semanas na barriga de sua mamãe, até seu nascimento por cesárea em 10 de maio de 2010, às 10h20 da manhã. Ela passou 10 preciosos minutos em nossos braços antes de "dançar em paz ao encontro de Jesus". Ela pesava apenas 1.460 kg e media 39 cm. Karinne sempre será uma parte preciosa da nossa família e, apesar de sua vida ter sido tão breve, ela causou um impacto eterno em nossos corações. Nós aguardamos ansiosamente para segurá-la novamente no céu por toda a eternidade.


Nenhum pé é tão pequeno que não possa deixar uma marca neste mundo
(painel pintado por Valerie, tia de Karinne)


 
lembranças especiais


* NILMDTS, ou Now I lay me down to sleep é um grupo de fotógrafos voluntários que ajudam as famílias a criar lembranças de seus bebês com um diagnóstico incompatível com a vida. Muitas famílias relatam o quanto ter lembranças de seus bebês tem sido parte importante do processo de cura e superação da perda. reafirmando-os como membros da família, com toda a honra e dignidade. Um trabalho muito especial que poderia também ser realizado aqui no Brasil.
Clique aqui para ver mais dicas sobre como fotografar um bebê com um diagnóstico como acrania ou anencefalia.
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