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domingo, 7 de julho de 2013

O sorriso de um bebê no ultrassom convenceu sua mãe a não abortá-lo

Katyia Rowe ouviu dos médicos durante a gestação que o cérebro de seu bebê não havia se formado corretamente. Se ele sobrevivesse, nunca iria andar ou falar, provavelmente teria pouco tempo vida e precisaria de cuidados constantes. Em meio à dor da notícia e sem saber o que fazer, a certeza de que não deveria abortar veio justamente durante os exames para comprovar a gravidade da malformação de seu bebê. Ela se sentiu incapaz de abortá-lo, mesmo com uma grave deficiência e apesar do aconselhamento médico pelo aborto, depois de o ver sorrindo em uma imagem de ultrassom 3D. 

Katyia seguiu com a gestação e seu filho, Lucian, viveu por apenas nove horas após nascer. Apesar da dor, a mãe afirma que não se arrepende em não ter abortado. Ter abraçado e acarinhado seu filho em seus braços fizeram tudo que foi vivido valer a pena, e ela se sentiu plenamente mãe de seu bebê especial.


Katyia Rowe, que tem 26 anos e é especialista em treinamento em Telford, Shropshire, Inglaterra, ficou emocionada ao descobrir que estava esperando um bebê com seu companheiro de quatro anos, o oficial de segurança Shane Johnson, em 26 de março de 2012. 

"Foi um susto, mas ficamos muito emocionados. Shane e eu logo ficamos muito animados e ansiosos para o nascimento. Tínhamos tantos planos para o futuro e mal podíamos esperar para conhecer nosso bebê. O primeiro exame, com três meses de gestação, foi maravilhoso. Quando vimos nosso bebê na tela pela primeira vez, nós nos apaixonamos imediatamente. Estávamos preocupados, mas tudo parecia estar perfeito". 

Os dois decidiram se casar quando o filho já tivesse idade suficiente para caminhar até o altar com eles. Mas com 20 semanas de gestação apareceram complicações no exame de ultrassom. Após novos exames, os médicos disseram ao casal que o cérebro de seu bebê não tinha se formado devidamente e ele seria gravemente incapacitado. Seu filho nunca iria andar ou falar e precisaria de cuidados 24 horas. Os médicos ofereceram ao casal a oportunidade de interromper a gestação do bebê com 24 semanas. Mas apesar do prognóstico ruim, depois de ver as imagens de ultrassom em tempo real ela ficou surpresa em vê-lo sorrindo, fazendo bolhas, chutando e agitando os braços. 

"Apesar de todas as coisas terríveis que estávamos ouvindo, enquanto ele estava dentro de mim, a sua qualidade de vida parecia ser maravilhosa e não era diferente de qualquer outro bebê. Ele parecia feliz e era uma alegria olhar para ele. Nós ficamos arrasados ao ouvir que a malformação cerebral do nosso filho era tão grave ao ponto de ser incompatível com a vida, que deveríamos considerar interromper a gestação. Outros exames foram feitos para avaliar a extensão de sua deficiência, mas quando eu o vi sorrindo e brincando dentro de mim, eu soube que não poderia acabar com sua vida. Se ele podia sorrir, brincar e sentir, então, apesar de sua deficiência ele merecia desfrutar sua vida, não importava quão breve ela fosse. Só porque a sua vida seria mais curta ou diferente, não significa que ele não merecia a vivê-la. Ele não sentia dor, então eu prometi deixá-lo desfrutar sua vida, tanto dentro de mim quanto do lado de fora, não importando quanto tempo fosse."

"Me disseram que ele  nunca iria andar ou falar, mas os exames mostravam ele constantemente se mexendo muito. Enquanto eu o via, eu sabia que enquanto eu o estivesse carregando, ele teria qualidade de vida e era meu dever como uma mãe protegê-lo. Não importava quanto tempo ele teria de vida, ele merecia viver. 
Foi engraçado porque eu nunca me considerei uma pessoa maternal, mas agora não queria outra coisa além de cuidar do meu filho e dar a ele a melhor qualidade de vida possível. Eu estava muito feliz em dedicar minha vida totalmente ao seu cuidado".

"Eu pesquisei mais sobre as suas possíveis deficiências para estar preparada em atender suas necessidades. Nunca tive um momento de dúvida. Eu só precisei olhar para o ultrassom e ver ele desfrutando a vida no ventre para saber que eu estava fazendo o correto ao lhe dar uma chance. Não saber o quanto ele iria viver significou que decidimos aproveitar sua vida o máximo que fosse possível. Percebemos que ele adorava o chuveiro, e chutava cada vez que caiu água sobre minha barriga."

"A medida que ele foi crescendo, eu podia ver seus pezinhos e suas mãos na minha barriga quando ele se mexia. Ele não havia nascido ainda, mas era o nosso filho e eu sentia cada movimento como um sinal de que estávamos fazendo a coisa certa. Eu conversava com ele e tocava música para ele, porque queria que ele tivesse o máximo de experiências possíveis."

Por causa de sua deficiência, Lucian não conseguia engolir o líquido amniótico que o envolvia, e Katyia teve que passar por rotinas de drenagem dolorosas nas últimas nove semanas de gravidez. 

"Era uma agonia e sabia que algumas pessoas me questionariam se valia a pena ter que passar por esses procedimentos por um menino com deficiência que não viveria muito. Mas eu nunca pensei assim. Como uma mãe, você vai fazer qualquer coisa pelo seu filho e para mim eu me tornei mãe assim que eu engravidei, esse trabalho já havia começado".

E para Katyia as recompensas dessa gravidez foram, como ela diz, as mais alegres e intensas nove horas de sua vida - o tempo que ela passou com seu filho após o nascimento. Lucian nasceu após uma indução de parto quando a bolsa de Katyia estourou, em 23 de outubro de 2013, no Royal Shrewsbury Hospital, e como era esperado ele foi levado diretamente para a uma unidade de cuidados especiais para mais avaliações.

"Eu estava preparada para não levar nosso bebê para casa como os outros novos pais, mas além disso eu não sabia o que o futuro nos reservava", lembra a mãe. Logo após o parto, uma enfermeira lhe disse que a condição de Lucian era muito grave e ele teria apenas alguns minutos de vida.

"Eu fiquei chocada, mas já tínhamos decidido que depois de seu nascimento deixaríamos Lucian seguir o seu caminho. Eu não queria que ele recebesse qualquer tratamento desnecessário, que não fosse realmente ajudá-lo. Ele já tinha me dado a maior honra de ser sua mamãe durante os últimos nove meses. Dependia dele agora, se ele já estava pronto para partir".

Katyia foi conhecer seu bebê e finalmente, o filho que ela havia nutrido por nove meses foi colocado em seus braços.
"Foi, sem dúvida, o momento mais feliz da minha vida. Lucian poderia ter morrido em qualquer momento no meu ventre, mas ele aguentou o tempo suficiente para que nos encontrássemos pessoalmente.

"Meu filho parecia perfeito, e o amor e a alegria que senti no momento em que puseram Lucian em meus braços fizeram tudo valer a pena. Pensei que não queria ser mãe, mas Lucian me ensinou que é o trabalho mais maravilhoso no mundo e serei sempre grata a ele por isso".

Lucian faleceu após nove meses de vida gestacional, no ventre da sua mãe e mais nove horas de vida após seu nascimento, quando pôde conhecer seus avós e ganhar colo, amor e carinho de seus pais. 

Um comentário:

  1. neiva efisio@bol.com.br2 de setembro de 2013 13:44

    LINDA HISTÓRIA DE FÉ E RESIGNAÇAÃO!SÃO PAIS ABENÇOADOS QUE VEM PARA NOS ENSINAR COMO ACEITAR A VONTADE DE DEUS!PARABÉNS E QUE SEJAM MUITO FELIZES....


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